segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

De Prosa (Red Little)




-Sabe... ela tem dó!
-Porque?
-Por que fica o dia todo
nadando no mesmo lugar...
Pequeno...
-Ah! Ele pensa que é peixe de pouca água!
-É!!

domingo, 22 de novembro de 2009

Falta


Você é a pontinha da certeza
Que eu não tenho
O pouquinho do amor
Que eu não sinto
O tantinho da companhia
Que eu não sei ter
Então não sei...
Não sei nada
Só sei desse aperto no peito
Quando sinto um pouquinho
Da sua falta.

Amanda Cellis

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Calmaria


Eu sou platéia do meu filme
Sem cenas
Pacato brando e puro
De milhões de mundos
De cores inquietantes
Que guardo pra mim
E me perco...
Eu sou platéia do meu filme
Sem cenas
Borboletas num áquario
Sol amarelo
Coração partido
Sonhos...

Amanda Cellis

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Das Relações


Quando se dá liberdade
Se obtêm verdade
(É uma bela troca)
Ainda que doa.

Amanda Cellis

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

De ser livre


CONSCIENTE
RAZOAVELMENTE
MODERNAMENTE
AMOR
INDISCUTIVELMENTE
CONTENTE
SORRIDENTE
DOR
INEGAVELMENTE
PARALELAMENTE
FELIZMENTE
HORROR
APARENTEMENTE
SENSATAMENTE
CALCULADAMENTE
FLOR

Amanda cellis

De amar a idéia... (e não amar alguém)


Meu amor por você me olha.
Meu olhar devora
De tanto perceber que eu amo
A ideia que eu faço de você

Minha imaginação me olha.
Meu olhar transborda
De tolice de recriar você

Minha vaidade me olha
Meu olhar se apavora
De desentender
Porque não consigo deixar você.

("O teu amor é uma mentira que a minha vaidade quer")

Amanda Cellis

Dulce


Sim ela era uma boa garota. Tinha um sorriso largo e olhar inocente. Se escondia por entre livros e discos, e era um incrível jeito de ser feliz.
Dulce queria mudar o mundo, ela acreditava com veemência que conseguiria. Isso trazia mais magia, mais delírio, mais sonhos, mais fé e muita vida pra sua vida...
Dulce se sobressaia diante das outras pessoas, era inteligente, e tinha um senso de justiça incomum. Tinha opinião sobre tudo e gostava de ficar sozinha.
Via o mundo como se estivesse em órbita, aconselhava á todos sobre tudo. Ela era leve, justa e doce. Tinha brilho de vida saltando os olhos. Tinha palavras de vida transbordando a boca.
Era uma boa menina!...
Chega um dia em que se tem que pular no mundo ou ele mesmo suga você, e as vezes a realidade do mundo é amarga.
Foi-se a leveza, perde-se a inocência. As pessoas não tem mais o mesmo encanto. Dulce passou a desconfiar de tudo. Nunca mais amou. Sente um medo com preguiça e tem uma preguiça que é puro medo. Sente que não sabe nada completamente, só sabe um pouco de tudo e saber um pouco de tudo é o mesmo que não saber nada de nada...
Nada mais é nítido, nada mais é leve, nem espontâneo, nem cor, é tudo de plástico misturado a sonhos e quase sem lucidez...
E se ela gritar?
Sua cabeça fervilha de ideias incrivelmente maciças por dentro, mas com a sensação de inviabilidade por fora...
Se alguém parar e olhar... Dulce é uma bela garota!

Amanda Cellis