segunda-feira, 12 de outubro de 2009

De ser livre


CONSCIENTE
RAZOAVELMENTE
MODERNAMENTE
AMOR
INDISCUTIVELMENTE
CONTENTE
SORRIDENTE
DOR
INEGAVELMENTE
PARALELAMENTE
FELIZMENTE
HORROR
APARENTEMENTE
SENSATAMENTE
CALCULADAMENTE
FLOR

Amanda cellis

De amar a idéia... (e não amar alguém)


Meu amor por você me olha.
Meu olhar devora
De tanto perceber que eu amo
A ideia que eu faço de você

Minha imaginação me olha.
Meu olhar transborda
De tolice de recriar você

Minha vaidade me olha
Meu olhar se apavora
De desentender
Porque não consigo deixar você.

("O teu amor é uma mentira que a minha vaidade quer")

Amanda Cellis

Dulce


Sim ela era uma boa garota. Tinha um sorriso largo e olhar inocente. Se escondia por entre livros e discos, e era um incrível jeito de ser feliz.
Dulce queria mudar o mundo, ela acreditava com veemência que conseguiria. Isso trazia mais magia, mais delírio, mais sonhos, mais fé e muita vida pra sua vida...
Dulce se sobressaia diante das outras pessoas, era inteligente, e tinha um senso de justiça incomum. Tinha opinião sobre tudo e gostava de ficar sozinha.
Via o mundo como se estivesse em órbita, aconselhava á todos sobre tudo. Ela era leve, justa e doce. Tinha brilho de vida saltando os olhos. Tinha palavras de vida transbordando a boca.
Era uma boa menina!...
Chega um dia em que se tem que pular no mundo ou ele mesmo suga você, e as vezes a realidade do mundo é amarga.
Foi-se a leveza, perde-se a inocência. As pessoas não tem mais o mesmo encanto. Dulce passou a desconfiar de tudo. Nunca mais amou. Sente um medo com preguiça e tem uma preguiça que é puro medo. Sente que não sabe nada completamente, só sabe um pouco de tudo e saber um pouco de tudo é o mesmo que não saber nada de nada...
Nada mais é nítido, nada mais é leve, nem espontâneo, nem cor, é tudo de plástico misturado a sonhos e quase sem lucidez...
E se ela gritar?
Sua cabeça fervilha de ideias incrivelmente maciças por dentro, mas com a sensação de inviabilidade por fora...
Se alguém parar e olhar... Dulce é uma bela garota!

Amanda Cellis

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Dus Doido


Quer saber a verdade?!
Esse mundo me deixa doida
E o mundo fica doido comigo
Eu morro de preguiça do mundo
E ele despeja preguiça em mim pela manhã
E as vezes até a tarde
Ele despeja como se eu fosse
seu depósito de lixo

Ah o mundo me endoida
O mundo me arrasa
Ele brinca comigo
Ele quer que eu aceite
E eu não quero aceitar
Êêê mundim...
Ele não me deixa sair

Hei, mundo!!
Eu te deixo louco?!
Te deixo louco?
Te deixo louco?
Eu espero que sim.

O mundo é doido
E eu sou doida
Devíamos ser felizes assim
Você me enlouquece
Me irrita
Suga minha energia
Meus ideais e o meu amor...

Hei, mundo!!
Eu te deixo louco?!
Te deixo louco?!
Enquanto você
simplesmente gira
Eu sinceramente
Espero que SIM!!!

(Ahoor Mundim... rs)

Amanda Cellis

Pra Contrariar


Ah, eu fico assim
Tecendo o sonho de cada
segundo
Enquanto os segundos
escapam de mim
Em roda da flor
que cheira a enxofre
Distante do podre
que fede jasmim
Ah, eu fico!

(Olfato sabe se virar...)

Amanda Cellis

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

A Pausa




As palavras saltitantes
e serelepes ...
Dançam na minha cabeça
Me tiram o sono
Me enlouquece
Me alivia a dor

Versos valsam
em pedaços de papel
Se misturam
Se chocam, transcendem
Oscilam.
Confusos, intermináveis
Inquietos

Depois palavras se organizam
Formando versos mesquinhos
Versos concisos
Versos leves
As vezes cómicos
Outras sombrio...

As palavras saltitantes
e serelepes
Dançam na minha cabeça
De forma que me enobrece
Me esquece
Me refaz...

Mas de tempos em tempos
As palavras me deixam em paz.

Amanda Cellis

DO BREU


Quando a noite vem
Tudo que não veio
Vem!

Quando a noite vem
Tudo que eu temo
Me convém!

Amanda Cellis